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MOTIVAÇÃO PARA TREINAR, SEGUIR DIETAS, ETC. -PARTE II
Trad.: MOTIVAÇÃO - Não é a força e sim o desejo que nos move.
Continuando o exemplo que dei semana passada, Samira resolveu encarar o treinamento na sala de musculação. Como nunca fez “o negócio”, seu professor estipulou um treino com cerca de 1 hora de duração, com parte aeróbia (caminhar / correr na esteira) e uma parte na musculação. Para não atrapalhar muito a rotina de Samira, ela vai treinar, inicialmente, três vezes por semana (não dá para sair “arrebentando” no treino logo no começo). O treino de Samira começa assim: ela faz cerca de 5 minutos de aquecimento na esteira, uma série de adaptação na musculação que dura algo entre 30-35 minutos e o restante da “uma hora-treino” é feita na esteira. Pergunta-se: por qual razão a maioria das pessoas desiste tão rápido de fazer musculação (traduzindo: perdem a motivação)? São vários fatores, entre eles: 1 – O treino foi mal elaborado: o professor montou um treino, “estourou” o aluno e ele fica tão dolorido que passa a semana seguinte sem ir à academia, tomando analgésicos. A dor muscular pós – treino é normal nas 48 horas após a sessão – mas ela deve ser tolerável, não chegando ao ponto de mandar você ao médico. 2 – O treino não é motivante: mesmo em alunos sedentários, a adaptação do organismo a uma série de exercícios é rápida. Já vi academias onde o aluno treina com praticamente a mesma série durante semanas sem alteração em nada: carga, número de repetições, tipo de exercício... e vai aí uma bronca, principalmente nas garotas: TREINAR ETERNAMENTE COM AQUELE PESINHO DE 1 KG NÃO PROMOVERÁ NENHUMA ALTERAÇÃO NO SEU CORPO; se você treina assim, sinto lhe informar que você está perdendo tempo e dinheiro na academia. 3 – Você não aprendeu a gostar de “puxar ferros”: uma figura chave é responsável por isso: seu professor. É o mesmo processo que ocorre quando você está sendo alfabetizado: se a sua professora era horrível, colocava medo em você nas provas, não possuía uma boa didática, não era afetiva, com certeza você teve dificuldades futuras no processo de aprendizado. Por que você acha que o resultado em musculação é muito maior quando a pessoa utiliza um personal trainer? A resposta é simples: maior atenção e motivação. Já vi pseudo – professores fazerem verdadeiras diabruras com alunos – exemplos: desprezar um idoso para dar atenção a uma menina bonitinha, perder a atenção à sala de musculação para conversar sobre futebol ou outra idiotice com os alunos, abrir e começar a ler (sim, a maioria dos professores de musculação é alfabetizado!) um jornal ou revista em pleno expediente, entre outras coisas pouco simpáticas. Você, homem ou mulher, só se sentirá motivado para manter-se firme no treinamento com pesos se os resultados começarem a aparecer. E eles só aparecem quando você se propõe a treinar com firmeza e disciplina e tem um professor compromissado com isso (sobre como se motivar, vou escrever na parte III – espero que vocês tenham paciência para ler sobre o assunto).
Não, não é minha avó e não sou eu - a minha avó tem 87 anos e 35 de bíceps.
Voltando ao exemplo, o professor de Samira fez um planejamento na sala de musculação para que ela comece a encarar as aulas de ginástica dentro de quatro semanas; esse será o período para que ela começa a adaptar o organismo, ganhar um pouco mais de resistência e avisar o corpo sobre as mudanças na rotina. Junto ao treino, ela resolveu procurar uma Nutricionista. O que faz uma pessoa falhar ao fazer uma dieta? Vários fatores. Entre eles podemos citar: 1) A dieta é muito radical (a pessoa ingeria 2000 calorias por dia e a dieta prescrita tem só 1000). Dietas radicais que diminuem de forma muito abrupta a quantidade de calorias ingeridas ou que simplesmente cortam cabalmente todas as coisas que a pessoa gosta estão, em minha opinião, fadadas ao fracasso. Mudanças de hábitos mais lentas geram resultados mais demorados, porém, mais duradouros. 2) A alimentação deve ser feita várias vezes ao dia; o organismo assimila 2000 calorias de diferentes formas se você as ingere em uma, três ou seis refeições. Quando comemos várias vezes ao dia, nosso metabolismo fica mais “esperto” e não procura estocar tanta gordura. 3) Para mudar radicalmente o corpo, é preciso quebrar paradigmas. Se você recebe uma dieta bem elaborada e pretende segui-la, não o faça do seu jeito, faça do jeito especificado. Há pessoas que não conseguem seguir a dieta porque não tomam o desjejum, ou não tem “tempo” de fazer um breve lanche entre o café e o almoço, ou na primeira oportunidade “chutam” a dieta e passam um fim de semana devastador, furando toda rotina alimentar, mesmo sabendo que isso irá gerar um atraso nos resultados. Já falei sobre isso em um post antigo, mas vale reforçar a ideia: o ser humano é o único animal que se alimenta para satisfazer o apetite e não a fome. Os animais só comem quando estão com fome; eu vejo isso todos os dias em casa, com os meus gatos: eu e minha esposa deixamos ração disponível em vários comedouros espalhados pela casa, no entanto, os bichanos vão até eles esporadicamente, sempre comendo pequenos bocados. Animais só se tornam obesos quando os donos permitem que eles sejam sedentários ou dão muitos “presentinhos” para eles. Já os seres humanos comem com os olhos; do ponto de vista nutricional, a sobremesa é uma coisa absolutamente inútil: você já ingeriu durante a refeição um monte de carboidratos, gorduras e proteínas, porém, irá aumentar a dose desses nutrientes ingerindo aquela sobremesa linda. Quantas vezes você já se empanturrou em uma festa ou comemoração, comendo e bebendo bastante e, quando seu organismo já está saturado, chega aquele manjar da vovó ou aquele sorvete “de marca”. Agora, a pergunta: mesmo sabendo que vão engordar, por que as pessoas fazem isso? A razão é muito simples. Funciona como um prêmio. Nos dias atuais, a nossa ansiedade é muito elevada. Se você parar para comer em frente a um aparelho de TV, ficará amplamente ansioso: notícias sobre crimes de toda natureza, desgraças acontecendo a todo o momento, desenhos infantis absolutamente estúpidos, assistir esportes e ficar nervoso com o desempenho de sua equipe favorita, assistir novelas amalucadas e ficar ansioso com as bobagens que acontecem lá... Fora isso, há um estresse natural do trabalho, da vida familiar, da vida em sociedade, etc. O que muita gente faz para compensar essa ansiedade? Dá prêmios a si mesmo em forma de petiscos. É um mecanismo básico: ANSIEDADE – gera necessidade de auto – compensação – COMER “BESTEIRAS” – aliviam, momentaneamente, a ansiedade – FRUSTRAÇÃO – é o que se sente quando sentimos culpa por haver comido além da conta. Muitos desses problemas poderiam ser resolvidos em um consultório psicológico, mas em nosso país as pessoas tem muito preconceito em relação a isso, devido à falta de cultura e informação. A atividade física reduz muito o estresse elevado; caso você treine direito e mesmo assim continue muito estressado(a), consulte um Psicólogo; se não fizer bem, tenho certeza que mal não fará.
Voltando a escrever sobre treinamento, eu dei exemplo da academia, mas essa não é, evidentemente, a única forma de treinar; se você está realmente motivado(a), seria muito interessante encontrar uma atividade física que você goste de fazer. Lembre-se que o organismo se adapta rápido ao exercício, que é considerado pelo nosso corpo como um agente agressor. Por exemplo: se você era absolutamente sedentário e resolve iniciar um programa de caminhada e mantiver, durante o treino, o mesmo trajeto, velocidade e duração, chegará um momento em que não ocorrerão mais adaptações fisiológicas positivas, pois seu organismo já se acostumou ao exercício. É necessário sempre estar incrementando, colocando novos desafios (viáveis) para seu corpo e mudando sempre as rotinas. E lembre-se: treinamento de atleta é para atleta. Atletas profissionais treinam muito, alguns (?!) usam auxílios ergogênicos ilícitos e praticamente todos tem morte prematura. Duvida? Faça uma busca na Internet e veja quantos anos viveram alguns dos mais famosos atletas olímpicos. Sobre Samira, ela está em um bom caminho: o treino está ok, a dieta está ok e, o mais importante, ela está amplamente motivada. Na parte III, explicarei como quebrar paradigmas e conseguir se motivar para ingressar em um programa de atividades físicas + dieta. Espero que tenham gostado do post. Até a próxima!
Escrito por Fernando Rhodrigues às 10:20:05 AM
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